O que as palavras carregam
Matthew Henry leu este verso contando as palavras que diminuem o terror sem negar a dor. A
primeira é sombra: a sombra de uma serpente não pica, nem a sombra de uma espada mata
— o
que atravessa o vale encontra a forma da morte, não o seu poder final. A segunda é vale: os
vales são férteis, e assim a própria morte é fértil de consolos para o povo de Deus
. E o
caminho não termina dentro dele: as ovelhas chegam em segurança à montanha dos aromas do
outro lado
.
A companhia é o argumento
O centro do verso não é o vale; é o contigo. O medo não é dissolvido por explicação, e o
poema não tenta explicar — troca o argumento pela presença. É também por isso que este salmo
sustenta velórios há séculos sem se gastar: ele não afirma que a perda é pequena; afirma que a
travessia tem companhia. Na frase de Henry sobre o morrer dos que creem, os santos fazem a
caminhada para o outro mundo com a mesma alegria com que se despedem deste
.
O mesmo verso em duas outras traduções
Quem decorou o verso numa Almeida antiga às vezes estranha as edições modernas; as três formas abaixo dizem a mesma coisa em registros diferentes.
Cada tradução aparece com a linha de créditos fornecida pela própria versão. O salmo inteiro, em coluna corrida, está na página inicial; as demais unidades, em versículo a versículo.
Se ajudar nos próximos dias, o texto completo fica disponível a qualquer hora: Leia o Salmo 23 no App da Bíblia.